Resolução dos desafios dos músicos passa pela revitalização da associação

A Associação dos Músicos Moçambicanos (AMMO) considera urgente a realização da Assembleia-Geral para escolher o novo corpo directivo. O incumprimento da lei dos direitos do autor por parte dos utilizadores das obras musicais a vários níveis, bem como a falta de patrocínio por parte do empresariado nacional, a necessidade de encontrar mecanismos que permitam saber qual é a contribuição do sector no PIB nacional são outros desafios apontados pela agremiação.

Os problemas foram apresentados durante a visita recente da secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, na qual a AMMO, através do seu representante, Willy Matine, referiu-se sobre a necessidade de melhoria das condições de funcionamento, casos da sala de música e do estúdio de gravação.

Na sua intervenção, Matilde Muocha disse estar surpreendida pela positiva por tudo que viu e ouviu apesar dos desafios colocados. Afirmou que o Governo tem o dever de assistir os movimentos associativos do sector da cultura e a visita à AMMO é no cumprimento dessa responsabilidade, sendo uma das associações de referência não só pelo seu papel que congrega um dos maiores sectores da área cultural e criativa, mas por tratar-se de uma associação que está na génese da formação do movimento cultural no período pós-independência.

Para Muocha é urgente que a agremiação se revitalize como ponto de partida para resolução dos vários desafios dos músicos.

“Espero que este contacto permita acelerar algumas reformas sobretudo a nível estrutural, organizando a desejada e aguardada Assembleia-Geral, até para legitimar a agremiação junto do Governo e parceiros pois, a associação tem que se organizar para que possa ser acolhedora e defensora dos direitos da classe artística”.

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