Restos mortais de João Tinga já repousam no “Lhanguene”

Foram hoje a enterrar, no Cemitério de Lhanguene, os restos mortais do pintor plástico, João Tinga, que perdeu a vida na última quarta-feira, em Maputo, vítima de doença.

O mestre consolidou-se no panorama artístico nacional através de desenhos expressivos, composições figurativas e o uso refinado de técnicas como a tinta-da-china. Tinga fez-se conhecer ainda na juventude, nos anos 1970, através da participação activa em concursos juvenis de pintura em Maputo. João Tinga deixa como legado um espaço de criação que funcionou como uma verdadeira escola prática.

Figuras conceituadas da arte contemporânea moçambicana, como o pintor João Paulo Quehá (que ali iniciou a sua vida artística em 1991) e o artista e actual presidente do Núcleo de Arte, Aldino Languana, passaram pelo seu atelier para enriquecer os seus conhecimentos técnicos.

Nascido a 5 de Março de 1957, João Tinga destacou-se no panorama moçambicano das artes visuais por transpor a identidade e a simplicidade do povo para as suas telas e desenhos, utilizando frequentemente técnicas expressivas como a tinta-da-china.

Ao longo da carreira, participou em diversas mostras culturais e exposições de relevo, como a série “Intersecções”, sendo recordado como um criador que transformou o quotidiano em património poético e eterno.

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