Subida do Incomáti ameaça cortar a N1

A LIGAÇÃO entre a província de Maputo e o resto do país está ameaçada, devido à subida acentuada dos níveis do rio Incomáti na zona de Incoluane.

O facto deve-se às chuvas intensas que se registam a montante, fazendo com que as águas estejam prestes a galgar a plataforma da Estrada Nacional Número Um (N1) nesta região, que separa Maputo e Gaza.

Óscar Sibia, director da Divisão de Gestão da Bacia do Incomáti na Administração Regional das Águas do Sul (ARA-Sul), disse ao “Notícias” que a situação deixou residências e campos agrícolas inundados no distrito de Magude e as autoridades estão a monitorizar o cenário, ao mesmo tempo que fazem o levantamento dos danos.

Entretanto, os dados do Boletim Hidrológico da ARA-Sul indicam que as bacias de Maputo, na Fronteira Oeste, e Madubula, e Limpopo e Combomune, Chókwè e Sicacate continuam a registar níveis oscilatórios, mantendo-se acima do alerta.

Refere ainda que registou-se a subida do nível hidrométrico na bacia do Limpopo, enquanto que em Macarretane manteve-se abaixo do alerta.

Para as próximas 48 horas prevê-se a continuação do actual cenário hidrológico, caracterizado pela subida dos níveis nas bacias de Maputo, Incomáti e Limpopo, devido aos escoamentos a montante e à precipitação registada localmente.

Neste contexto, a ARA-Sul apela à população a tomar medidas de precaução ao se fazer aos rios Maputo, Incomáti e Limpopo, sob risco de arrastamento pela força da água. Igualmente, apela o acompanhamento, permanente, da informação hidrológica disseminada pelas entidades competentes.

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