SUSPENSOS TEMPORARIAMENTE: Ressano, Limpopo, Goba e Sena voltam a ter comboios

RETOMOU, domingo, a circulação de comboios nas linhas-férreas de Limpopo, Ressano Garcia, Goba e Sena, suspensa na semana passada, devido à vandalização das vias e meios circulantes.

A reposição do serviço ocorreu após trabalhos de reparação das ferrovias, sobretudo aparelhos de mudança de via e veículos danificados.

Para já, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) teve de alocar um comboio de carga para transportar passageiros na linha do Limpopo, no trajecto Maputo-Manhiça, depois de o meio que garantia este serviço ter sido destruído por indivíduos desconhecidos na quarta-feira, na zona de Pateque.

A entidade está a recorrer, igualmente, a carruagens de segunda classe para reforçar a capacidade de embarque de passageiros. Os danos causados na  locomotiva assaltada em plena viagem são avultados, prevendo-se que a sua reparação dure entre dois e três meses.

Ao todo foram vandalizadas 13 carruagens, sabotado o quadro eléctrico por completo, danificado o computador de bordo, retirados o gerador de energia, lâmpadas e candeeiros, para além de assentos, vidros das janelas e faróis quebrados.

Os atacantes esvaziaram, igualmente, o tanque de combustível (a capacidade é de cinco mil litros de gasóleo) e apoderaram-se de alguns lubrificantes.

Ademais, a própria linha do Limpopo foi vandalizada em vários pontos, sobretudo nos equipamentos de mudança de via (agulhas).

Em entrevista ao “Notícias”, a directora de Manutenção da instituição, Iara Popinsky, afirmou que equipas técnicas já estão a trabalhar para a recuperação da locomotiva destruída, enquanto se avalia o custo destas intervenções junto dos fornecedores de equipamentos.

“É uma despesa que não estava prevista no orçamento. A maior parte do material para a reparação é importada, o que implicará demora na reposição do comboio”, explicou.

Referiu que a Polícia da República de Moçambique está a investigar o caso com vista à responsabilização dos autores da sabotagem.

Refira-se que cada uma das carruagens vandalizadas tem capacidade para 130 passageiros.

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