“Voz e Ancestralidade” de Leco Nkhululeko reacende elo com os antepassados

Leko Nkhululeko lança hoje no Instituto Guimarães Rosa (Centro Cultural Brasil-Moçambique), na cidade de Maputo, o livro “Voz e Ancestralidade”, a terceira obra do autor, depois de “Há Gritos no Silêncio”, “Bíblia Lounge” e “Céu ou Inferno”.
A obra será apresentada pelo filósofo Dionísio Bahule e contará com os comentários do antropólogo Hélder Nhamaze.
“Voz e Ancestralidade” é um “sereno voo, mas profundo, ao âmago da alma”. Nesta travessia, refere a nota da editora que chancela a obra, Estação Oito, ergue-se o poder evocativo da memória colectiva, como “legado incontornável” da herança africana.
“E é pela palavra — verbo vivo e espírito em luta — que se tece a resistência e se reacende o elo com os nossos antepassados”, enfatiza.
Trata-se de uma “primeira aventura no campo da narração de um poeta que tem a distopia como equação do seu labor, porém, com um novo sedimento que entra no mergulho cultural para esta sua nova temática, reafirmando o poder evocativo da memória colectiva africana e força espiritual da palavra”, lê-se na nota enviada ao “Notícias Online”.
Com temas como curandeirismo, feitiçaria e mito, Leko retoma um caminho “consciente num tempo onde as bases tradicionais têm-se tornado órfãs”.

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