DISTRITO DE CHIBUTO: Extracção de areias pesadas paralisada

ESTÃO paralisadas, desde sexta-feira, as actividades de exploração de areias pesadas, no distrito de Chibuto, em Gaza, devido à greve convocada pelos trabalhadores, que reivindicam o fim de alegados maus-tratos, protagonizados por alguns gestores seniores da empresa chinesa Dingsheng Minerals que explora aqueles minérios.

Segundo o comité sindical, os protagonistas dos maus-tratos são o director-geral da empresa e três supervisores.

Os trabalhadores disseram que só retornarão às actividades, se os três forem dispensados, caso contrário, a greve vai se prolongar até à resolução do impasse.

A empresa Dingsheng Minerals não confirma nem desmente as informações de  maus-tratos, porém considera infundada a exigência dos trabalhadores de pagamento de salários durante o período em que estão sem actividade laboral.

A companhia, que conta com mais de 600 trabalhadores, explora a mina de areias pesadas do distrito de Chibuto, província de Gaza, que tem a capacidade de processar dez mil toneladas diárias.

A empresa está neste momento a concluir as obras de construção de uma doca, em Chongoene, para facilitar a exportação dos minérios, que devido à falta de infra-estrutura de género, o processo é feito através do Porto de Maputo, operação que encarece os custos.

A construção da doca de Chongoene surge da necessidade de se encontrar uma forma mais flexível e rentável, de exportação das areias pesadas de Chibuto, evitando-se, deste modo, os altos custos de transporte, por estrada, até ao Porto de Maputo e, posteriormente, para o mercado externo. 

As obras, avaliadas em mais de 300 milhões de dólares, são financiadas pela empresa Dingcheng Minerais, SA, de capitais chineses. 

A doca, projectada para receber embarcações de até cinco mil toneladas, está a ser equipada com três gruas, duas das quais com capacidade para manusear 45 toneladas cada, e uma menor, de vinte e cinco.

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