A OPORTUNIDADE começou da necessidade de pagar as contas pessoais depois que perdeu o emprego durante a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Foi quando descobriu que produtos a sua volta poderiam gerar algum dinheiro, nomeadamente produzindo doce de amendoim, também chamado molina.
Chama-se Arsénio Sitoe, tem 40 anos, natural da província de Maputo. Iniciou a produção de molina há três anos quando perdeu o emprego que também era o sustento da sua família.
Hoje vende molina nas ruas da cidade de Maputo, porta-a-porta em instituições públicas e privadas, e os clientes deste produto não são segmentados, incluindo banqueiros, jornalistas e até vendedores na baixa da urbe.
Na verdade, foi uma sugestão do seu amigo a quem perguntou sobre as possibilidades de investir num negócio com baixo capital, tendo em conta a situação que enfrentava naquela altura.
“O meu amigo perguntou-me o que eu sabia fazer; eu disse molina. Então, sugeriu-me que investisse nesta actividade e disse que o trabalho estava nas minhas mãos”, explicou o empreendedor.
Assim, começou o negócio com apenas 300 meticais para comprar pequenas quantidades dos ingredientes necessários para fazer os doces. Depois de fazer os primeiros, conseguiu vender e ter uma boa perspectiva do investimento.
Explicou que, alguns meses depois, criou a sua própria empresa, “A Molina do Proffy”, que se encontra em via de formalização, dedicada à confecção e venda de Molina.
Actualmente, a empresa, composta por cinco pessoas, incluindo o proprietário, produz 30 frascos de 400 gramas de molina de amendoim por dia e consegue vendê-los todos, principalmente, através de entregas porta-a-porta.