EDITORIAL

Foto: Féling Capela

O CENTRO Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, em Marracuene, província de Maputo, é palco esta semana da 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo — FACIM-2025.

São aguardados no evento, que decorre até domingo, cerca de 70 mil visitantes para contemplarem uma montra proporcionada por 3150 expositores, dos quais 2350 nacionais e 800 oriundos de 30 países. É também desta forma que o certame se vem consolidando, desde a década de 1960, como cartão-postal estratégico para a apresentação do potencial multifacetado do país, ao mesmo tempo que concretiza a sua ambição de ser a montra mais relevante da economia moçambicana e das mais importantes feiras da África Austral.

Esta relevância tem ainda o seu fundamento por ser intrínseco à FACIM o papel dinamizador da economia. Aliás, é neste âmbito que a feira representa um espaço privilegiado para a promoção de parcerias empresariais, onde se atrai investimento estrangeiro e projecta-se a inserção de Moçambique no mercado regional por via da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC); e internacional, pela sua integração no mercado da Zona de Comércio Livre Continental Africano, isso para não falar dos mercados preferenciais, como o da União Europeia e dos Estados Unidos da América.

O lema escolhido para esta edição – “Promovendo a Diversificação Económica Rumo ao Desenvolvimento Sustentável e Competitivo de Moçambique” – é uma visão que insere em si a necessidade de se delinear estratégias que possibilitem o país projectar-se como destino atraente para investimento e como um agente central no panorama económico africano.

Observando o que está a acontecer na feira parece haver um alinhamento dos organizadores com estes objectivos que pode ser sustentada pela clareza na organização dos pavilhões temáticos: Agricultura e Pescas, enfatizando a mecanização; Exportações, projectando cadeias de valor; e Comunicações e Transformação Digital, evidenciando a modernização do país.

A FACIM-2025 transcende também a mera exposição comercial. É disso exemplo a sua associação ao novo ciclo de governação do país. A este respeito, tal como referiu o Presidente da República na abertura oficial da feira, a centralidade das cadeias de valor, agro-indústria, infra-estruturas modernas, inclusão social e digital são a visão do futuro sobre a qual Moçambique e os moçambicanos devem dar o melhor de si.

O facto de a programação da feira privilegiar fóruns de negócios, seminários temáticos, sessões de parcerias, celebrações culturais, lançamento de marcas, comemoração do Dia do Exportador e distinções dos expositores simboliza que a FACIM é um marco de afirmação de Moçambique e da sua projecção como destino atraente para o investimento.

Assim, é importante que cada homem de negócios faça da feira uma oportunidade para estabelecer contactos com vista à firmação de parcerias através das quais se poderá internacionalizar produtos e serviços. Para o efeito, o Governo terá de continuar a agir como facilitador, removendo tudo que emperra um bom ambiente de negócios.

O “Notícias” almeja que no fim deste certame todos possam dizer que valeu a pena participar nesta exposição, o que se avaliará pelo número de contactos estabelecidos.

Leia mais…

Related posts

Dois detidos por suposto furto de 117 pneus em Tete

Lixo plástico transformado em vaso sanitário na Manhiça

“KUGOMA” revisita José Cardoso em workshop de crítica de cinema