“Águas negras” denunciam gestão deficiente de esgotos

A REDE de esgotos de alguns bairros da cidade de Maputo está obsoleta e a libertar “águas negras”, o que condiciona a mobilidade dos transeuntes e periga a saúde dos munícipes.

Os residentes destas áreas são obrigados a conviver com o cheiro nauseabundo das águas residuais, para além de insectos e outros vectores de doenças relacionadas com a deficiente gestão do saneamento.

Em bairros como Malhangalene, Jardim, Alto Maé, Central, Chamanculo, Mafalala e zona baixa da cidade, onde a situação é mais crítica, os sistemas de gestão de águas residuais são do tempo colonial, por isso estão degradados.

A concentração de resíduos sólidos e roubo das tampas das sarjetas, aliados à falta de manutenção periódica pelas autoridades competentes, agravam o problema.

Nestes locais, existem ruas esburacadas, causadas pela água estagnada, e detritos que transformam as brincadeiras dos petizes e actividades ao ar livre num autêntico martírio.

Esta situação também provoca acidentes de viação, porque os automobilistas são obrigados a fazer manobras perigosas para esquivar os buracos. Há ainda o risco de idosos, pessoas com deficiência e crianças caírem nos buracos ao tentarem desafiá-los.

Os moradores disseram ao “Notícias” que o problema é antigo e é do conhecimento das autoridades que foram chamadas várias vezes  para solucioná-lo.

Infelizmente, ainda não foi tomada nenhuma medida definitiva, obrigando a população a mobilizar recursos para implementar medidas que minimizem os riscos.

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