LIXEIRA DE HULENE: Crianças procuram renda expondo saúde ao risco

DEZENAS de crianças que têm a sua fonte de renda na recolha e reciclagem diária de resíduos sólidos expõem a sua saúde ao perigo na lixeira de Hulene, na cidade de Maputo.    

Joaquim Rúben, de 16 anos de idade, disse ao nosso Jornal que começou a trabalhar na lixeira em 2019, onde tem conseguido amealhar algum dinheiro para o seu sustento. No início, de tanto contacto com os resíduos sólidos, conforme explicou, apresentou sintomas de febres e dores de cabeça. O fumo e o cheiro nauseabundo contribuíram para que a sua saúde fosse afectada negativamente.

“As más condições de trabalho fizeram com que as enfermidades fossem frequentes, até que chegou uma fase em que o meu organismo se habituou ao cheiro”, disse.

Por sua vez, Luciano Lázaro, de 15 anos, afirmou ter começado a recolher lixo no ano passado, mas sem noção do perigo, pois tudo o que queria era ajudar na alimentação familiar e comprar alguns bens de uso pessoal.

Referiu ainda que a sua prioridade recai sobre o ferro, plástico, garrafa e fio, que, uma vez comercializados, rendem pouco mais de 100 meticais por dia.   

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