“Ngolhoza” protesta por falta de serviços básicos

Os residentes do bairro Ngolhoza, no município da Matola, manifestaram-se ontem em protesto contra o agravamento das tarifas dos transportes semi-colectivos de passageiros e a demora na conclusão das obras de pavimentação da estrada. A manifestação serviu ainda para a população reclamar a falta de uma unidade sanitária para prestação de cuidados primários e exigir a expansão da rede de energia eléctrica para mais quarteirões.

Tudo começou por volta das 3.00 horas da madrugada, quando os moradores colocaram barricadas ao longo da estrada que liga o bairro a outras áreas residenciais. Os manifestantes bloquearam a via como forma de pressionar as autoridades locais a prestarem atenção às suas reivindicações.
Segundo relatos dos moradores, os preços dos “chapas” que fazem o trajecto, Zimpeto /Ngolhoza estão cada vez mais elevados, tornando a vida insustentável para a maioria da população.
“Os preços dos transpores semi-colectivos são insuportáveis. Não podemos continuar a pagar tanto para ir e voltar do trabalho”, disse a residente Judite Chavana. A
comunidade clama pela redução da tarifa em vigor, até porque os operadores estão a cobrar taxas que a maioria não está em condições de desembolsar. “Antes, a desculpa era que a estrada estava cheia de buracos, mas mesmo agora que há melhorias na transitabilidade os preços continuam a subir, o que não é justo”, explicou Mónica Langa.
Para além das questões relacionadas ao transporte, os residentes pedem soluções, às autoridades competentes, para a deficiência na prestação de cuidados sanitários e falta de energia eléctrica.

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