Suspensão de rotas da ETM penaliza utentes

RESIDENTES de Boane e Matola-Rio enfrentam dificuldades de mobilidade, na sequência da suspensão dos autocarros que ligavam as autarquias à cidade de Maputo pela Empresa Municipal Transportes Públicos da Matola (ETM).

Os moradores do Bairro Djonasse são os que mais se ressentem desta medida, pois foi lhes retirado o único autocarro que levava os utentes à baixa. A situação é mais crítica para os alunos da Escola Secundária Filipe Nyusi, que dependiam deste meio para chegar a tempo às aulas.

Para os utentes do corredor de Boane existem alternativas, apesar da demanda, que continua a crescer com a expansão da zona habitacional. Utentes interpelados pelo “Notícias” relatam dificuldades com a suspensão dos serviços públicos de transporte.

Segundo contam, a situação tem lhes forçado a acordar mais cedo para caminhar até à Estrada Nacional Número Dois (N2) ou terem um valor extra para tomarem um “chapa”.

Celso Mambo, passageiro da rota Boane/Baixa, contou que os autocarros da empresa ETM ainda circulam, mas em número reduzido.

“Estou na paragem já faz algum tempo. Isto era raro acontecer quando havia autocarros da ETM. Ajudavam a suprir a demanda e eram preferidos por muitos residentes de Boane”, explicou.

 Izildo Sousa, morador de Djonasse, enfrenta limitações para chegar à cidade de Maputo e espera que até à retoma das suas aulas a situação esteja normalizada.

Érica Machava, estudante residente no Djonasse, entende que o autocarro pode ter sido retirado por causa das manifestações. Outrossim, pede às autoridades para asfaltarem ou pavimentar a via para facilitar a mobilidade.

Entretanto, Francisco Manso, administrador de Operações na ETM, confirma a suspensão dos serviços e aponta as manifestações como a principal causa para a adopção da medida.

“A população anda enfurecida e quando bem entende apedreja os autocarros e nos piores casos incendeia-os. Queremos garantir a segurança dos nossos trabalhadores e passageiros, portanto, não podíamos colocar os autocarros nesta situação”, explicou.

Manso indicou que no caso de Djonasse não só as manifestações forçaram a paragem do autocarro, como também o estado da via.

“A estrada de Djonasse não está boa e a situação agrava-se quando chove. Nós temos vindo a conversar com a população para buscarmos uma solução”, acrescentou

Revelou que decorrem conversações com o vereador do município da Matola-Rio para se melhorar a estrada Km16/Djonasse.

No corredor Boane, indicou, os autocarros estão a retomar de forma gradual. 

Leia mais…

Related posts

Rasaque Manhique vai recorrer da pena de prisão

Agricultora absolvida em caso de homicídio em Maputo

Maputo disponibiliza 70 milhões para empoderar jovens