Condenado a 36 anos de prisão por criticar monarquia no Facebook

Um tribunal tailandês condenou um homem a 36 anos de prisão por publicar nas redes sociais mensagens que violam as leis de lesa-majestade e de crimes cibernéticos do país, disseram hoje fontes judiciais.

A organização não-governamental (ONG), advogados pelos direitos humanos tailandeses (TLHR, na sigla em inglês), disse que o homem, identificado como Wut, foi inicialmente condenado a 36 anos de prisão, mas a pena foi reduzida para 18 anos por ter confessado e cooperado com as autoridades.

O homem, de 51 anos, que trabalhava como guarda de segurança numa fábrica no distrito de Minburi, nos arredores de Bangkok, está detido desde Março de 2023 e viu o pedido de fiança negado “repetidamente”, disse a TLHR num comunicado.

As acusações remontam a 2021, quando as autoridades denunciaram Wut por publicar, entre Março e Novembro daquele ano, na rede social Facebook, mensagens e imagens que incluíam “insultos, calúnias, difamação e expressões de malícia” contra o rei da Tailândia e membros da família real.

O arguido, cuja identidade permanece sob sigilo judicial, escreve a Lusa, foi condenado por violar a lei de lesa-majestade, que pune as ofensas contra a família real com 15 anos de prisão, e por crime cibernético.

Leia mais…

Related posts

Elon Musk confronta advogado da OpenAI sobre ChatGPT

Lançadas festividades dos 50 anos de atribuição do nome Universidade Eduardo Mondlane

UniLúrio defende ensino superior voltado para os desafios nacionais