Israelitas de extrema-direita atacam camiões de ajuda a Gaza

Colonos radicais israelitas intensificaram ataques aos camiões de ajuda humanitária que atravessam a Cisjordânia, impedindo a chegada de alimentos a Gaza, noticiou no domingo (26) o jornal The Washinton Post.
O jornal norte-americano cita fontes no local, motoristas de camiões e a rede de grupos de WhatsApp usadas pelos agressores, alegando que grupos de jovens colonos estão a seguir os comboios de ajuda humanitária, montando postos de controlo e interrogando os condutores.
Em alguns casos, os atacantes identificados como sendo de extrema-direita, saquearam e queimaram camiões e espancaram condutores palestinianos, deixando pelo menos dois hospitalizados.
Os agressores utilizam uma rede de grupos de WhatsApp acessíveis ao público para seguir os camiões e coordenar os ataques, o que lhes permite ter uma visão das actividades, afirma.
Trabalhando com base no que dizem ser ‘dicas’ de soldados e polícias israelitas, os elementos destes grupos analisam fotografias para descobrir que veículos podem estar a transportar ajuda para Gaza e mobilizam apoiantes locais para os bloquear.
Um ataque realizado na quinta-feira mostrou o sistema em acção: um grupo de WhatsApp com mais de 800 elementos começou a publicar mensagens sobre um camião carregado de açúcar, partilhando fotografias da estrada enquanto o seguiam.
Manifestantes judeus de extrema-direita bloqueram então uma estrada na Cisjordânia, perto do cruzamento de Tarqumiyah, por onde os camiões de ajuda que se dirigem a Gaza têm de passar antes de entrar em Israel.
O Washington Post transcreve o alerta de um dos membros do grupo, Yosef de Bresser, um dos líderes do movimento We Won’t Forget: “O camião que abastece o Hamas parou em frente a Evyatar”, numa referência a um posto avançado de Israel a sul da cidade palestiniana de Nablus. (aominuto)

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