Venezuela enfrenta violência pós-eleitoral

PELO menos três pessoas morreram e várias centenas foram detidas nos protestos em várias cidades da Venezuela contra a vitória do Presidente Nicolás Maduro, após eleições cujos resultados a oposição contesta.

A este balanço juntam-se ainda os mais de 20 membros das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas que foram feridos, alguns por bala em “actos violentos”, segundo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que garantiu que o governo não permitirá que o país “regresse às trevas dos anos de 2014, 2017 e 2019”.

“Um número preliminar de 749 delinquentes detidos”, disse Tarek William Saab em declarações à imprensa, acrescentando que a maioria foi acusada de “resistência à autoridade” e “em casos mais graves, de terrorismo”.

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) concedeu a vitória ao Presidente Maduro com pouco mais de 51% dos votos, à frente do principal candidato da oposição, Edmundo González, que terá obtido 44% dos votos.

A oposição e parte da comunidade internacional duvidam destes resultados e exigem mais transparência e uma análise das atas eleitorais.

A oposição reivindica a vitória com 70 por cento dos votos para Urrutia, afirmou a líder opositora María Corina Machado, recusando reconhecer os resultados proclamados pelo CNE.

“Temos 73,20 por cento das actas e, com este resultado, o nosso presidente eleito é Edmundo González Urrutia. A diferença foi tão grande, foi esmagadora em todos os estados da Venezuela”, frisou a ex-deputada, ao lado de Urrutia, líder da PUD).

Machado indicou que, de acordo com as actas, Maduro obteve 2.759.256 votos, enquanto González Urrutia 6.275.182.

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