DESDE OUTUBRO: Desastres naturais causam 310 mortes

PELO menos 310 pessoas morreram e outras 1255 contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, devido aos eventos climáticos extremos na presente época chuvosa e ciclónica 2024-2025 em todo o território nacional.

As mortes foram causadas por electrocussão, desabamento de paredes de habitações, arrastamento nos rios, queda de árvores e descargas atmosféricas.  

Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, disse, há dias, que os impactos causados pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude afectaram cumulativamente cerca de 1,8 milhão de pessoas e destruíram infra-estruturas diversas, principalmente unidades sanitárias, escolas, sistemas de abastecimento de água e casas de culto.

As intempéries causaram igualmente danos na rede de estradas, torres de telecomunicações, postes de transporte de energia eléctrica, para além da perda de animais e devastação de extensas áreas de culturas agrícolas.

Precisou que decorrem acções com vista a minimizar o sofrimento dos agregados familiares afectados pelos fenómenos climatéricos, com destaque para recuperação das suas casas e normalização da vida da população.

Explicou que devido aos ciclones e chuvas intensas muitas famílias perderam quase todos os seus bens e foram forçadas a abandonar as suas residências à busca de locais seguros.

E como resposta o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) teve de abrir centros para albergar as vítimas cujas residências foram afectadas.

Na sequência da tempestade tropical “Jude”,  por exemplo, o INGD activou 80 locais de acomodação, onde albergou 5846 pessoas do Centro e Norte do país.

Depois da ocorrência do “Chido”, que entrou pelo distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, a instituição responsável pela mitigação, prevenção e coordenação de respostas teve de activar dois centros para acolher as famílias afectadas.

Impissa indicou que o “Dikeledi”, cujo epicentro foi o distrito de Mossuril, na província de Nampula, o INGD abriu 10 centros de acolhimento, mas que não chegaram a ser ocupados.

Foram igualmente distribuídos “kits” de abrigo, que beneficiaram 6995 famílias, água, produtos de higiene e saúde, bem como apoio a grupos vulneráveis vítimas de eventos extremos.

Dados em poder do “Notícias” indicam ainda que de Outubro de 2024 a 6 de Abril de 2025 o país registou 2756 casos de cólera nas províncias de Zambézia e Nampula. Lamentavelmente, houve registo de 50 óbitos, representando uma taxa de letalidade geral de 1,8 por cento.

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