UM indivíduo de nome C. Amade, 44 anos, foi condenado recentemente pelo Tribunal Judicial da Província de Nampula a 18 anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas pesadas. Ele deverá ainda indemnizar o Estado moçambicano no valor de dois milhões de meticais.
De acordo com a alegação do Ministério Público, o caso aconteceu no distrito de Monapo, onde Amade teria sido surpreendido com 14 unidades de heroína e metanfetamina, correspondentes a 193 quilogramas, substâncias proibidas para comercialização no território nacional.
A juíza da 5.ª Secção do Tribunal Judicial da Província de Nampula, que proferiu a sentença, disse ter ficado provado, em sede de julgamento, que a droga apreendida tinha como destino a vila de Monapo e o traficante iria receber o valor de dois milhões meticais de uma pessoa não identificada.
Segundo a mesma, todos os bens móveis e imóveis adquiridos por aquele valor serão revertidos a favor do Estado, como forma de devolver o que ganhou de forma fraudulenta, na medida em que decidiu vender drogas, perigando a vida de muitas pessoas.
No momento da sua detenção, Chaual Amade foi encontrado com uma quantia de duzentos mil e quinhentos meticais, valor que, entretanto, está depositado no Banco de Moçambique. O homem foi acusado ainda pelo crime de suborno, pois aquando da sua detenção tentou subornar o comandante distrital da PRM em Monapo.
A magistrada justificou a condenação referindo que a decisão tinha em vista desencorajar outros cidadãos a não cometerem semelhante crime.
O advogado do condenado manifestou-se insatisfeito com a sentença, alegando que houve “muitas incongruências” no processo e, por isso, vai recorrer a outras instâncias, de modo a “repor a verdade”.
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