Negócio de pedra denuncia violação dos direitos humanos

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A LUTA pela sobrevivência tende a atrair cada vez maior número de pessoas no negócio de pedra. Sem mãos a medir, crianças, jovens, mulheres e adultos escalam, diariamente, montanhas que circundam a cidade para extrair pedra e vendê-la em vários pontos, num negócio pouco lucrativo e com consequências a médio e longo prazos para a saúde.

A pedreira de Muhala tornou-se o lugar atractivo e de convergência de dezenas de pessoas que buscam meios de subsistência. Nesta pedreira, as mulheres destacam-se pela força que emprestam à picareta para transformar a rocha em brita e rachão usados na construção civil.

Muachea Jorge, de 29 anos de idade, está no negócio há 15. Solteira e mãe de quatro filhos, contou que consegue sustentar a família com a prática da actividade. Disse que nunca teve outras oportunidades para sobreviver. É uma das mais ousadas no grupo de mulheres que se dedicam no negócio.

Ao invés de comprar nos homens, ela mesma decidiu empunhar picareta, deformar a montanha e constituir pedra brita e rachão. Dos quatro filhos que tem, dois frequentam a escola, na quinta e sexta classes, respectivamente. Para além das despesas com alimentação, o dinheiro para aquisição do material escolar provém da extracção de pedra.

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