Subestação sem água potável há um ano

MORADORES da zona da Subestação, no Bairro de Mutauanha, queixam-se da falta de água potável há sensivelmente um ano, uma situação que, segundo disseram, se agrava com as restrições no fornecimento do recurso. Como solução, a maioria dos residentes recorre aos poços caseiros, nem sempre tratados.

Com a chuva, alguns moradores se sentem abençoados, pois conseguem conservar água para diversos fins. Os que têm recursos compram o precioso líquido, mas só para beber. “Quando chove à noite, por exemplo, sacrificamos o descanso para nos dedicarmos ao enchimento de baldes. Nesse período também temos que estar atentos aos bandidos, que não se sentem intimidados, mesmo com a chuva”, contou Albertina Chico.

Por seu turno, Alisara da Conceição disse que não dispõe de poço em casa, o que a sujeita a recorrer aos vizinhos que vendem o líquido ao preço de quatro meticais o balde de 20 litros, valor que considera razoável. Quando não chove Alisara gasta 40,00 meticais diariamente, mas não consegue suprir todas as necessidades, uma vez que a sua família é composta por seis pessoas, sendo três menores.

Os entrevistados disseram não entender as razões por que a água não jorra nas suas torneiras, mesmo em tempo chuvoso. Esperavam que com a época chuvosa o problema da água estaria resolvido, mesmo que fosse por algum tempo.

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