Uso de pomadas clareadoras e chás já preocupam

BERNARDO HORÁCIO

CERTO dia, um colega teria me sugerido aprofundar o debate sobre o consumo de chás destinados a vários fins, que nos últimos tempos inundam as prateleiras dos estabelecimentos comerciais. Esta sugestão veio a propósito de uma sessão de estética que passava em um canal televisivo, num dia em que o outro concorrente deste sector de comunicação inquiria mulheres para saber como reduzir a barriga.

Fiquei boquiaberto porque sou um dos consumidores de chá com o propósito de me hidratar e contribuir para a melhoria da circulação sanguínea, por isso, preocupa-me fazê-lo de forma saudável, sendo assim, vejo o rótulo, instruções e as recomendações, mas sem exagero no consumo.

Mas actualmente a conversa gravita em torno do emagrecimento. Há muita gente que quer emagrecer sem praticar acções que concorrem para o facto. Por isso, quando ouvem falar de determinado chá que produz este efeito imediatamente aderem à iniciativa e, resta saber se o resultado é satisfatório. Mas, o que me foi ensinado é que os resultados provêm também de boas práticas que vão desde a alimentação até o repouso. Trata-se de um processo que leva o seu tempo.

Mas parece que há pouca paciência, os que procuram chás para o emagrecimento querem resultados imediatos sem que tenham feito algumas restrições nos hábitos alimentares. Ademais, as autoridades recomendam sempre a redução de açúcar, sal, gorduras e prática de exercícios físicos para não comprometer a saúde.

A conversa resvalou até a questão de estética, de modo particular nas mulheres que se preocupam em manter a pele bonita recorrendo à pomadas clareadoras. Sucede que após algum tempo de uso, há tendência de a pele se apresentar com várias cores, sobretudo na face onde as mulheres privilegiam. Aliás, o uso destas pomadas destaca-se pelo facto de o corpo ficar com uma tonalidade diferente das restantes partes do corpo, o que, de certo modo, chama a atenção.

Por fim, chegamos a conclusão que o que está a acontecer pode ser a falta de leitura do rótulo, orientação dos comerciantes ou profissionais da área, se for o caso, pois, parte-se de princípio que tudo o que está a ser comercializado tem aprovação de quem de direito. Entram para o mercado moçambicano produtos de vária origem cujos promotores alegam ser de boa qualidade e com efeito desejado. Estando no mercado e com promessas de resolver as inquietações dos consumidores, decerto que muitos não resistem à tentação.

Acontece que nem sempre os efeitos são desejados, talvez por ineficácia dos próprios produtos, ou uso impróprio, mas a verdade é que há gente que se ressente do uso. A quem culpar? Ao vendedor? Não se sabe pois, este vendedor e sobretudo o importador tem autorização das autoridades que aprovam a importação.

No ano passado, se a memória não me falha, as autoridades iniciaram com a obrigatoriedade de rotulagem em português dos suplementos alimentares e medicamentos, com o intuito dos consumidores fazerem uma compra consciente. É justo que assim seja, porque o nosso maior valor é a vida, nada deve concorrer para a sua degradação. Está aberto o debate. 

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