À BUSCA DE AFIRMAÇÃO: Notáveis no transporte de carga e passageiros

FALAR de mulheres no transporte de passageiros e de carga deixou de ser incomum. Nos últimos tempos as oportunidades tendem a aumentar e elas revelam-se capazes de exercer uma actividade outrora pré-concebida para homens.

Hoje, muitas mulheres destacam-se na mecânica-auto, fiscalização, cobrança de tarifas de transporte e condução de autocarros e camiões de carga, superando os estereótipos e desafios impostos por concepções sócio-culturais ou de mero senso comum. Tal resulta do aumento do acesso à formação até à aceitação em vários ambientes de trabalho, pois muitas empresas de transporte passaram a prestar atenção ao potencial da mulher e até chegam a preferir a mão-de-obra feminina em certas funções, por apresentar inúmeras vantagens, que vão desde a elevada produtividade e responsabilidade no exercício das funções.

Este cenário positivo em relação à participação da mulher no sector de transportes é um factor que vem contribuindo para encorajar outras jovens a se candidatarem para vagas antes dominadas pelos homens.

É assim que muitas deram o primeiro passo e estão a deixar a sua marca, reforçando a ideia de que a competência está intrinsecamente ligada à habilidade e não ao género.

Tal é o caso de Rosa Angélica, camionista, Rassy Soares Jozine, motorista de autocarro articulado, e Elsa Nhati, operadora dos transportes semicolectivo de passageiros.

O “Notícias” conversou com estas três mulheres, que partilharam as suas trajetórias, histórias de superação e motivação para alcançar a independência económica.

Da ambulância aos veículos pesados

ROSA Angélica, 55 anos, nasceu na cidade de Maputo, é mãe de quatro filhos e sempre foi fascinada por camiões. Por isso, depois de anos ao volante de uma ambulância, decidiu ignorar os comentários negativos e ingressar na condução de veículos pesados.

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