Barreiras ainda minam crescimento da mulher

Foto: Sergio Manjate

UMA em cada três mulheres sofre agressão física, abuso sexual e outras formas de violência todos os dias no país. De acordo com a ONU Mulheres, o facto configura-se uma das maiores violações dos direitos humanos.

Estes factores, aliados às barreiras estruturais e culturais, perpetuam a desigualdade de género, limitam o progresso e tornam-se um obstáculo para o empoderamento feminino.

Para além disso, o baixo nível de escolaridade, gravidez precoce, desemprego e o difícil acesso à educação e à saúde sexual e reprodutiva, especialmente nas zonas rurais, dificultam a capacitação e desenvolvimento das mulheres, restringindo as oportunidades de assumirem cargos de liderança.

A título de exemplo, em 2024, os centros de atendimento às vítimas de Violência Baseada no Género (VBG) assistiram mais de 20.000 mulheres, incluindo adolescentes, adultas e idosas.

Outro desafio significativo é o acesso desigual à educação, com um número maior de mulheres analfabetas em comparação com os homens. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), aproximadamente 8000 raparigas abandonam a escola anualmente, devido à gravidez precoce e uniões prematuras.

No âmbito político, a Lei da Paridade estabelece uma quota de 30 por cento de mulheres nos cargos políticos. No entanto, na prática, apenas sete por cento ocupam posições ministeriais, evidenciando a persistência das  limitações.

Foi pensando nesta realidade que a operadora de telecomunicações em Moçambique TMcel organizou um evento recentemente sob o lema “Para todas as mulheres e meninas: direitos, igualdade e empoderamento”.

A cerimónia reuniu diversas personalidades, com destaque para a antiga ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social Vitória Diogo; a empresária Esperança Maganze; a escritora Paulina Chiziane e a activista social Eulália Nhatitima, que debateram, entre outros desafios, o empoderamento no feminino.

Foto: Sergio Manjate

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