ETELVINA DOS SANTOS
A DESCOBERTA sobre a sexualidade exige o aprimoramento do diálogo com os adolescentes e jovens para evitar que as primeiras experiências resultem em infecções sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas.
Sucede, no entanto, que esta temática ainda é cercada por tabus e concepções sócio-culturais, quer pela falta de conhecimento, quer por preconceito, chegando a ser proibido e reprimido em alguns espaços da sociedade.
A situação leva a que os adolescentes, principalmente as raparigas, não encontrem abertura para falar sobre a sua sexualidade e saúde reprodutiva com as mães, irmãs ou pessoas mais velhas por sentirem-se desconfortáveis.
E para eliminar as barreiras relacionadas aos debates sobre estes temas, as autoridades desenharam e estão a implementar espaços seguros, designados Serviços de Amigos dos Adolescentes e Jovens (SAAJ), nas unidades sanitárias e escolas secundárias.
Os locais oferecem um ambiente onde os alunos podem receber aconselhamento sobre planeamento familiar, ITS incluindo o HIV/Sida e a Sífilis, podendo ainda abordar as relações de género, assédio sexual e questões psicológicas.
As conversas nestes cantinhos têm em consideração os aspectos sociais, culturais e económicos, imprescindíveis para promoção da qualidade de vida deste grupo.
A sua criação resulta do entendimento de que o diálogo aberto pode proporcionar um entendimento livre de preconceitos, capaz de elucidar as duvidas sobre o corpo, comportamentos de risco e contracepção.