DIÁLOGO COM OS CANDIDATOS PRESIDENCIAIS: Forquilha pede inclusão da Frelimo e PODEMOS

ALBINO Forquilha, presidente do PODEMOS, propõe a inclusão da Frelimo e da sua formação política na mesa do diálogo entre o Presidente da República e os quatro candidatos presidenciais, por serem partes relevantes para o fim das manifestações violentas que se vivem no país.

Esta proposta é um dos pontos de destaque de um pacote de soluções apresentadas ontem à imprensa por Forquilha e que serão posteriormente encaminhadas ao Chefe do Estado, conforme prometeu.

“Temos de colocar frente a frente todos os que estão ligados ao problema. O Governo e a Frelimo devem ser chamados à mesa porque são actores relevantes e que devem resolver, em primeira mão, a situação da crise. Devemos ter ainda o PODEMOS e o seu candidato presidencial, Venâncio Mondlane, porque são os que reclamam vitória, e convocam e desconvocam as manifestações”, explicou Forquilha, classificando estas duas organizações como actores operacionais do processo eleitoral.

O presidente desta formação política entende ser igualmente fundamental a participação de outras personalidades que considerou serem “actores estratégicos” e que são provenientes de organizações sócio-profissionais.

No encontro com jornalistas, na capital do país, Albino Forquilha reiterou o pedido de presença de observadores nacionais e estrangeiros para acompanharem o trabalho que está a ser executado pelo Conselho Constitucional, dizendo que tal medida iria conferir maior transparência e fiabilidade ao processo.

“Nós continuamos a insistir que a solução para esta crise está na reposição da ‘verdade eleitoral’. Tudo deve ser feito por forma que os editais enviados tenham uma confrontação transparente. Isto deve significar o Conselho Constitucional admitir actores externos, como é o caso dos mandatários de todos os partidos políticos, jornalistas e observadores”, explicou.

Acrescentou que, havendo impossibilidade de encontrar-se a “verdade eleitoral”, através dos editais disponíveis, o país deve avançar para uma auditoria forense e mover todos os esforços para responsabilizar os autores das irregularidades que originaram, na sua óptica, a tensão pós-votação.

Ainda no pacote de soluções avançadas por Forquilha, é urgente a reforma do actual modelo de constituição e funcionamento dos órgãos eleitorais, privilegiando o afastamento absoluto de representações políticas dentro destas instituições. “Devemos aprovar uma lei de partidos políticos que possa abolir e extinguir por completo a Comissão Nacional de Eleições, o Secretariado Técnico de Administração  Eleitoral e o Conselho Constitucional. É necessário criarmos uma comissão eleitoral independente somente com técnicos, sem partidos políticos. É desta forma que vamos implantar a democracia no país”, frisou.

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