EM DISCURSO NAS NAÇÕES UNIDAS: País alerta que sanções não ajudam para a paz

TITOS MUNGUAMBE, em Nova Iorque

MOÇAMBIQUE defendeu ontem na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, que o recurso a sanções e outras medidas coercivas unilaterais não contribuem para a preservação da paz, segurança e desenvolvimento sustentável.

Falando no debate geral da 79.ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, alertou ainda que o unilateralismo é contrário ao multilateralismo da carta desta organização planetária.

“Neste contexto, reiteramos o nosso firme apelo ao levantamento total das medidas coercivas unilaterais impostas ao Zimbabwe e Cuba para permitir um desenvolvimento mais justo e equitativo”, insistiu Gonçalves indicando que as sanções têm impactos negativos na população dos países e prejudica os seus direitos e bem-estar.

Aproveitou a ocasião para agradecer a todos os Estados-membros pelo apoio prestado a Moçambique durante o seu mandato no Conselho de Segurança da ONU que termina dentro de sensivelmente três meses.

Reiterou, no entanto, o compromisso do país com o multilateralismo, princípios e objectivos consignados na Carta da ONU que guiaram o mandato de Moçambique desde Janeiro de 2023.

Referindo-se à situação interna de Moçambique, Gonçalves disse que o país continua a consolidar a sua jovem democracia e cidadania, reforçando o diálogo e procurando consensos nos diversos fóruns de representação participativa. “Neste espírito, realizar-se-ão no dia 9 de Outubro, as sétimas eleições presidenciais e legislativas e para as assembleias provinciais”.

No combate ao terrorismo em Cabo Delgado, referiu que a actuação vigorosa contra este fenómeno, tem resultado em progressos, com o apoio da SADC e do Ruanda e de parceiros de cooperação internacional, não obstante os desafios prevalecentes.

“A este respeito, queremos reiterar o nosso apreço e gratidão a todos os parceiros bilaterais e multilaterais que não têm medido esforços no apoio que nos têm prestado no combate contra o terrorismo e para o restabelecimento da paz e tranquilidade às populações vítimas e para a reconstrução de infra-estruturas económicas e sociais nas zonas afectadas pelas acções terroristas”, sublinhou.

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