O escritor moçambicano, Khufene Mauelele, encontra-se na Polónia a fazer o lançamento do seu primeiro livro “A Confissão do Ocidente ou Histórias Rasuradas & Crónicas Moçambicanas”.
“O que não é de África? Qual o sentido de uma confissão numa realidade de dependência? Como retornar a grandeza em meio aos traumas coloniais?” são alguns questões reflectidas no livro.
“A Confissão do Ocidente ou Histórias Rasuradas & Crónicas Moçambicanas” é uma tentativa de compreender a herança da presença do Ocidente em África, mas sobretudo quais são as saídas para a verdadeira independência, descreve a sinopse da obra.
O livro gravita em torno da relação Ocidente/África, “reserva de matérias-primas e mão-de-obra que passou a desempenhar a partir do século XV. Vive com os traumas de uma peste branca que negou e alterou seus valores culturais, religiosos, políticos e económicos para esconder as fraquezas económicas”, lê-se na nota, acrecentando que o Ocidente criou o mito da superioridade cultural, religiosa, linguística, que “com ele desviou séculos de luz dos africanos, colocando-os num lugar de inferioridade na evolução humana e científica”.
“Os franceses são negros, mas isto é verdade não só dos franceses; é ainda mais aplicável aos espanhóis, italianos, gregos. Diante de tais factos o Ocidente confessa tudo quanto provocou aos africanos e questiona a estes, como continuam numa situação de extrema dependência? Mas também mostra em muitos casos a participação das lideranças africanas na subalternização dos africanos”, aduz.
“E é com tais factos que se constrói uma narrativa complexa, que faz o cruzamento da brutalidade, passividade e as revoltas, tendo em consideração a factos históricos reais”,conclui. Khufene Mauelele é pseudónimo de Vieira Mário Mauelele.