“Madala” liga arte à protecção ambiental

DEPOIS de deixar a Reserva do Niassa, a maior área protegida do país e um dos últimos bastiões da vida selvagem na África Austral, “Madala”, um elefante em tamanho real feito de lã e de ferro, instala-se no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, de amanhã a 3 de Outubro.

A história de “Madala” começou quando Paula Ferro, bióloga, e Derek Littleton, director da Fundação Lugenda e da concessão Luwire, ambos profundamente envolvidos na protecção da Reserva Especial do Niassa, decidiram pôr os seus talentos artísticos ao serviço de um projecto ambicioso e significativo, a construção de uma obra de arte monumental.

A ideia é usar a arte para mostrar o que está em jogo na luta contra a caça furtiva e sensibilizar as pessoas sobre a importância da protecção dos ecossistemas e dos grandes animais selvagens. Assim, a mostra visa ainda mobilizar os habitantes da reserva e permitir-lhes adquirirem novas competências e oportunidades alternativas de rendimento.

Foi feito com materiais de caça furtiva reciclados para desviar as armadilhas de aço e corda do seu projecto mortal, o elefante é coberto por uma pele multicolorida, tricotada com lã, para contar a história da resiliência das mulheres que o fabricaram e da diversidade natural.

Resulta de uma longa viagem por Moçambique e será futuramente vendido para angariar fundos para uma escola de artes e ofícios. “Madala” é uma criação colectiva, possível graças à participação de mais de 40 artistas moçambicanos e internacionais e ao apoio das comunidades locais, de antigos caçadores furtivos reconvertidos, numerosos guardas florestais, dos anjos da guarda da fauna e da natureza africanas e das mulheres do projecto Yao Crochet.

Tem ainda o objectivo de transmitir a importância e a imensidão da Reserva do Niassa, recordar um passado sombrio e reconhecer os esforços empreendidos na luta contra a caça furtiva.

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