Maputo acolhe festival de Cinema

O FESTIVAL de Cinema Científico inicia hoje com a exibição do filme “Guardiões da Floresta”, das realizadoras italianas Lia Beltrami e Marianna Beltrami, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), cidade de Maputo.

O filme faz uma viagem pelas florestas tropicais da Amazónia, bacia do Congo e Bornéu, na Ásia, focando nas mulheres indígenas que diariamente garantem a integridade dessas terras contra a crise ecológica mundial. 

Através de suas narrativas, elas articulam o profundo significado destas florestas para a sua existência, mas também como uma força central na preservação da biodiversidade e na regulação climática global.

Lançado no ano passado, o filme destaca estas regiões como lares de inúmeras comunidades indígenas, que possuem vasta herança cultural compartilhada por séculos, que actualmente está ameaçada devido à crise ambiental.

“Falam de uma visão, um esforço concertado para forjar um novo caminho, que se desvia da trajectória de destruição para a de uma convivência sustentável e reverência pelo mundo natural. Suas histórias são uma lembrança pungente do que está em jogo e um chamado à acção para proteger ecossistemas inestimáveis para as gerações futuras”, expressa a sinopse do filme.

O Festival de Cinema Científico devia ter arrancado em Moçambique a 1 de Novembro, porém foi adiado devido à instabilidade que o país regista. Nos próximos dias serão exibidos 11 filmes na cidade de Maputo.

O conceito do ciclo deste ano é o meio ambiente e a protecção dos ecossistemas dos efeitos nocivos das mudanças climáticas, colocando a participação da sociedade como crucial para este processo.

Para além do CCMA, a mostra seria exibida também nas universidades, escolas e nos bairros das cidades de Maputo e Matola. Esta actividade está associada ao concurso anual de curtas-metragens, que é a nossa forma de contribuir para a promoção da sétima arte no país.

O festival é uma colaboração com parceiros locais para promover a educação científica e facilitar a conscientização sobre questões tecnológicas e ambientais contemporâneas através de filmes com actividades de sensibilização.

A iniciativa apresenta questões científicas de forma acessível e divertida para um público amplo e demonstra que a ciência pode ser divertida. O evento cresceu consideravelmente desde a sua primeira edição em 2005, tornando-se no maior do género em todo o mundo.

Este ano, o festival esforça-se para destacar filmes do mundo inteiro, salientando o papel fundamental desempenhado pelos conceitos das emissões zero e pela economia circular no combate aos desafios impostos pelas crises climáticas.

Mais de 100 filmes de 36 países estão na selecção oficial deste ano e serão exibidos no ciclo de cinema internacional de filme científico de 2024.

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