Reedição de duas obras relembra Craveirinha

UM volume reunindo as duas primeiras obras de José Craveirinha, o poeta-mor do país, será lançado hoje, no Centro Cultural Moçambique-China, na cidade de Maputo.

Trata-se de uma colecção que casa “Xigubo” e “Karingana ua Karingana”, duas das mais importantes colecções de poesia Craveirinha. É publicada pela JC Edições e contou com o apoio do Ministério da Cultura e Turismo, através do Fundo para o Desenvolvimento Artístico-Cultural (FUNDAC), e do Banco Comercial de Investimentos (BCI).

A nova edição de “Xigubo” é lançada no ano em que o livro completa 60 anos. Destaca-se por ser o primeiro livro de um poeta que conquistou a lusofonia até ao ponto de ser o primeiro africano a ganhar, em 1991, o Prémio Camões, a mais importante distinção da língua portuguesa.

É uma poesia anti-colonial e fala da africanidade com raiz bantu, do colonialismo acompanhado de ódios de classe e raça, bem como da condição de ser um negro moçambicano em meados do século XX.

Já “Karingana ua Karingana” completa 50 anos desde o seu primeiro lançamento. É a segunda obra de José Craveirinha com a qual pretendeu transmitir poeticamente o quotidiano dos moçambicanos numa época marcada pela luta contra a ocupação colonial.

A colecção é propositadamente lançada amanhã pela Fundação José Craveirinha, pois, se fosse vivo, o poeta completaria, 102 anos de nascimento. Natural de Maputo, José Craveirinha morreu em Joanesburgo, África do Sul, a 6 de Fevereiro de 2003, aos 80 anos, vítima de doença.

Foi também jornalista e primeiro presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), entre 1982 e 1987, instituição que em sua homenagem, em parceria com a HCB (Hidroeléctrica de Cahora Bassa), instituiu em 2003, o Prémio José Craveirinha de Literatura, o maior galardão literário do país.

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