Hoje é Dia Mundial da Dança

CELEBRA-SE hoje o Dia Mundial da Dança, data instituída em 1982 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconhecendo esta arte como ferramenta de reflexão, educação e inclusão social.

Para a celebrar a efeméride, na cidade de Maputo, por exemplo, estão agendadas várias actividades sendo uma delas o festival “Dia Mundial da Dança na Fortaleza”, onde serão apresentados vários números de danças tradicionais moçambicanas, assim como contemporâneas. O encontro vai contar também com momentos de debates e visitas guiadas à instituição.

Na mesma senda, estão agendados dois espectáculos da coreógrafa moçambicana Janeth Mulapha no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM). A primeira tem como tema “Nzula: Filhas do Índico”, número responsável por revisitar o Tufo, dança tradicional do Norte do país (principalmente em Nampula e Cabo Delgado), através de abordagem contemporânea, explorando o corpo como lugar de memória e resistência.

Estreada ano passado no Kinani – Bienal de Dança Contemporânea, a obra é dividida em três capítulos (Nzula, Ntsindi e Nafide), atravessa temas como migração, memória e pertença, transformando o corpo em arquivo e soberania.

O segundo espectáculo da noite, “Let’s Talk”, propõe uma reflexão sobre o corpo feminino africano enquanto território social e político. Criado com o músico Ben Muthemba e estreado também no Kinani, em Maputo, foi apresentado no Festival Theaterformen, na cidade de Braunschweig, na Alemanha.

O Dia Mundial da Dança, celebrado em 29 de Abril, homenageia Jean-Georges Noverre (1727-1810), mestre e teórico francês considerado pioneiro do balé moderno. A figura revolucionou a dança ao defender o “ballet d’action”, em que o movimento e a expressão corporal contam histórias e transmitem emoções, indo além da técnica.

Inspirada nesse legado, a data foi criada para celebrar a dança como linguagem universal, capaz de unir povos, culturas e gerações. Desde então, o Dia Mundial da Dança tornou-se uma ocasião para valorizar todas as formas de dança, do balé clássico às danças tradicionais e contemporâneas, e reconhecer o seu papel na educação, inclusão, identidade cultural e promoção da paz.

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