Restos mortais de Pascoal vão a enterrar esta manhã

Vão a enterrar esta manhã (10.00h), no Cemitério de Michafutene, os restos mortais do ex-lateral direito Nildo Gimo Nhaguilingu, mais conhecido por Pascoal, falecido terça-feira vítima de doença.

Em vida Pascoal evidenciou-se com as camisolas do Costa do Sol e do Ferroviário de Maputo, embora tenha representado outros emblemas, como o Águia D’Ouro, Desportivo de Maputo, Chingale de Tete, Matchedje e Ferroviário de Nacala.

Pai de duas filhas e avô de primeira viagem, há anos enfrentava problemas de instabilidade emocional, que remontam a 2013, altura do desaparecimento físico da sua esposa. Além de cara metade, ela era parceira de negócios de extrema confiança.

Desde esse funesto acontecimento a sua vida começou a precipitar-se para o fundo do poço. Sem emprego e preso às caóticas teias da boémia, as condições de vida foram se degradando a cada dia que passava.

Família e amigos tentaram ajudá-lo a reerguer-se, o que passava por internamento num centro de reabilitação, mas enquanto se esperava que recuperasse de problemas de fórum respiratório aconteceu esta fatalidade.

Pascoal ficou oito anos de “canário” ao peito, período durante o qual ganhou dois campeonatos nacionais (1998/99 e 99/2000) e quatro Taças de Moçambique (1996/97, 98/99, 99/2000 e 2001/02), entre outras competições.

Em 2006 sai para o Ferroviário de Maputo, onde faz duas épocas, sendo que na primeira das quais ajudou o clube na Liga dos Campeões Africanos. Já à beira do seu ocaso futebolístico mudou-se para o Chingale de Tete, que mesmo sendo da II Divisão foi finalista da Taça de Moçambique, perdendo para o Desportivo de Maputo.

Depois de uma passagem de seis meses pelo Matchedje em 2009 Pascoal ruma para o Ferroviário de Nacala, clube que representou até 2010. Nesse ano terminava o futebolista e nascia o homem de negócios, mas a morte da esposa deitou tudo abaixo.  

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