MAIS de 700 mulheres de diversas organizações marcharam recentemente em Maputo contra o femicídio. Para desencorajar a prática pedem o agravamento da pena aos violadores.
A marcha teve como ponto de partida a estátua de Eduardo Mondlane, rumo à Praça da Independência, e com uma só voz, clamavam por “Stop Violência” e o maior respeito pelas mulheres nas comunidades.
Segundo a activista Maria Feliciano, “os femicídios não podem continuar a acontecer no nosso país, pois somos pessoas, e a Constituição da República, no artigo 35 e 36 diz que temos os mesmos direitos, homens e mulheres, por isso exigimos que sejamos tratadas com o mesmo respeito”.
Acrescentou que continuarão a marchar até que o Governo faça uma revisão da lei, pois sentem que as leis são extremamente brandas.
“As leis no país aplicadas sobre violência não desencorajam a onda de criminalidade que é perpetuada contra as mulheres. A mulher não pode ser morta porque o esposo não concordou por ela ter saído a noite a uma festa ou por ter queimado arroz (…)”.