Nacional MP instaura 208 processos decorrentes das manifestações Por Jornal Notícias Há 5 meses Criado por Jornal Notícias Há 5 meses 551 Visualizações Compartilhar 0FacebookTwitterPinterestEmail 551 O MINISTÉRIO Público instaurou, até ao momento, no quadro das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane, 208 processos-crime, para investigar homicídios, ofensas corporais, danos, incitamento à desobediência colectiva e conjuração ou conspiração para prática de crime contra a segurança do Estado e alteração violenta do Estado de Direito. A par destes processos judiciais instaurados para responsabilização criminal dos autores (morais e materiais) e cúmplices destes actos, decorrem outros de índole cível com vista ao ressarcimento do Estado pelos danos causados. A decisão do MP segue-se à onda de manifestações caracterizada pela destruição e vandalização de património público e privado; bloqueio de vias; limitação do direito à livre circulação de pessoas e bens protagonizada por grupos de indivíduos, alegadamente, no exercício do direito à manifestação, aderindo à exortação do candidato presidencial suportado pelo partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS). “Como é de domínio público, a Constituição da República assegura a todos os cidadãos o direito à liberdade de reunião e de manifestação, direito este regulado pela Lei nº 9/91, de 18 de Julho, alterada pela Lei nº 7/2001, de 7 de Julho. Nos termos da lei, a manifestação tem por finalidade a expressão pública de uma vontade sobre assuntos políticos e sociais, de interesse público ou outros, abrangendo comício, desfile e cortejo, devidamente organizados. O direito deve ser exercido dentro dos limites fixados por lei, observando a moral e a tranquilidade públicas. Portanto, o direito de manifestação pacífica é um elemento essencial em nossa democracia, protegido pela Constituição, que garante a cada cidadão a possibilidade de expressar suas ideias e opiniões de forma responsável e sem causar danos ao bem comum”, refere o Ministério Público. Igualmente, observa que a convocação de pessoas para alegadas manifestações e instigação ao não cumprimento da lei, das obrigações fiscais, a destruição de bens de utilidade pública e a não comunicação às autoridades sobre a data, hora e cortejo constituem actos ilegais. “Agrava, ainda, o facto de nessas convocações, expressamente, se incitar a mais violência, quando se refere que a fase seguinte será mais violenta que a anterior, mesmo estando ciente das consequências que as mesmas tiveram e dos efeitos nefastos para a sociedade”, lê-se no comunicado. É exemplo disso os apelos à tomada, bloqueio e destruição de infra-estruturas estratégicas do Estado, como é o caso de fronteiras, pontes, portos e caminhos-de-ferro, bem como a insurreição armada. “Infelizmente, os incidentes de violência, depredação de património público e privado, obstrução de vias públicas e confrontos entre supostos manifestantes e agentes de segurança pública contrariam os princípios de um país democrático e civilizado, como é o nosso. Contrariam, igualmente, todo o quadro legal que regula o exercício deste direito, com implicações negativas no exercício de outros direitos fundamentais, não encontrando, por isso, amparo legal” – adverte o MP. Neste contexto, o Ministério Público exorta aos actores políticos, membros e simpatizantes de partidos políticos, sociedade civil, órgãos de comunicação social e as forças de segurança pública para, com serenidade e responsabilidade que o momento exige, pautarem as suas acções em conformidade com a lei. Leia mais… Você pode gostar também Autoridade da Concorrência discute regime de clemência Portagens melhoram estado das estradas Polícia pede desculpas pelos erros da corporação Mau tempo na zona Centro MANIFESTAÇÃOMINISTÉRIO PÚBLICO Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestEmail Artigo anterior “Mambas” jogam no Zimpeto ou perdem jogo com Mali Próxima artigo Comércio acumula prejuízos Artigos que também podes gostar Detido por fraude electrónica Há 16 horas Cinco milhões de dólares para empresas afectadas por ciclones e manifestações Há 2 dias Líderes capacitados para lutar contra desigualdades Há 2 dias Ordem dos Médicos contesta cobranças abusivas no privado Há 3 dias Moçambique reforça sua estratégia de expansão do registo civil Há 3 dias Morreu Nini Satar Há 3 dias