O artista visual moçambicano, Dércio Macuchunga, conhecido artisticamente como DerZaq, inaugurou recentemente, em Maputo, a exposição individual “Réquiem – Fragmentos da Ausência”.
Em vez de reconstruir ou ilustrar directamente episódios de conflitos armados, “Réquiem – Fragmentos da Ausência” concentra-se no que permanece depois do silêncio das armas: o luto, a perda, o corpo ausente, as memórias fragmentadas e as marcas emocionais que atravessam o tempo.
Segundo o autor, a exposição nasce de uma investigação artística em torno da memória, da ausência, do corpo e das marcas deixadas pela violência, propondo uma reflexão sobre aquilo que permanece quando um acontecimento termina, mas as suas consequências continuam inscritas nos indivíduos, nas famílias e na memória colectiva.
A exposição apresenta um conjunto de trabalhos desenvolvidos através de diferentes linguagens – pintura, fotografia, vídeo e performance – construindo uma espécie de território de memória onde presença e ausência coexistem.




