A ideia do projecto “TSEVELE: Epistemologias da Moçambicanidade, nasceu da necessidade de corrigir histórias mal contadas sobre Moçambique no espaço virtual, afirmou o seu coordenador, Alvo Ofumane.
Contando a génese do projecto, Ofumane revelou que em 2013, numa conferência na Cidade do Cabo, ouviu a história de um jovem que ofereceu um tablet à avó para pesquisar a história do seu bairro e ela constatou que a história disponível online tinha erros. Questionou-se então: quem documenta o conhecimento disponível nas nossas comunidades?
O autor explicou que a sua formação em estudos culturais e a dificuldade em encontrar referências escritas sobre objectos do quotidiano como a tsevele, a tapioca ou a mafura, com excepção de um trabalho da investigadora Heide Gengenbach, consolidaram a vontade de documentar de forma sistemática as vivências moçambicanas.
Destacou que o modelo do projecto foi criar condições para que os próprios jovens espalhados por todo o país, como a Menina Yana, Vanila e Silvinho, fossem eles mesmos a documentar a realidade, por entender que a sensibilidade é diferente de quem escreve com base apenas em fontes escritas.
Ofumane agradeceu ainda ao PCA da Sociedade do Notícias, Júlio Manjate, ao jornal Notícias como primeiro parceiro, e às professoras Maria Cremilda e Maria Augusta pelo apoio na revisão, anunciando que, dependendo da resposta a este primeiro volume, há acervo para pelo menos mais quatro volumes.
Legenda: Alvo Ofumane, autor da obra


