AP-CPLP debate situação da Guiné-Bissau

Os delegados da XIV sessão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) debatem as recomendações apresentadas na carta enviada pelo presidente do parlamento de Guiné Bissau, Domingos Simões Pereira.
Na comunicação, Pereira apresenta sua preocupação com a suspensão, desde 4 de Dezembro de 2023, do funcionamento daquela instituição legislativa, por decisão unilateral do Presidente daquele país, Umaro Embaló Sissoco.
Neste contexto, Simões apela à intervenção da AP-CPLP para a reposição das instituições legalmente instituídas nas eleições e a reposição da democracia e do Estado de Direito.
Na missiva, Simões apela à não realização da cimeira de Chefes de Estado, devido à paralização daquela instituição democrática.
Presidente cessante da AP-CPLP, Teresa Assangono, concordou com a recomendação sobre a criação de mecanismos de acompanhamento da situação na Guiné-Bissau sem, no entanto, haver ingerência.
Por sua vez, a presidente da Assembleia de Angola, Carolina Cerqueira, disse que a sua delegação tomou conhecimento e não pode tomar nenhuma decisão.
Já Rui Semedo, deputado do Grupo Nacional de Cabo Verde, disse que a AP-CPLP não deve fazer um silêncio cúmplice da situação da Guiné-Bissau.
Entretanto, Pedro Alves, deputado de Portugal, defendeu a participação da AP-CPLP, através de uma missão de observação eleitoral, nas eleições gerais, presidenciais e legislativas da Guiné-Bissau, marcadas para 23 de Novembro.

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