O JOVEM Jó e a amiga gostam de trazer à tona discussões desinteressantes, ao mesmo tempo interessantes, pois seguidas com alguma atenção conduzem a uma certa lógica.
Um deles tinha visto muita gente portando máscara facial e comentou:
Essa transição de uma estação para outra tem sempre implicações.
– De que está a falar mesmo?
– De doenças. Há muita gripe por aí.
– Mas há tanta assim ao ponto de chegares a essa conclusão? E de que forma é que medes isso?
– Pelo número de pessoas que usam máscaras faciais. Na minha paragem vejo tanta gente assim, sobretudo às primeiras horas do dia. Para além do meu bairro o fenómeno repete-se aqui na cidade.
– Mas podes estar equivocado, meu irmão!
– Por que outra razão as pessoas usariam máscara não tendo gripe e sem ser por precaução?
– Bem disseste, lá do teu bairro. Não te esqueces que estamos a atravessar uma época do ano na qual a qualquer momento pode fazer vento. É da poeira que as pessoas querem se proteger. Por aí podem estar a usar a máscara para se prevenir da gripe e não que estejam necessariamente abraços com a infecção.
– Outra coisa que deves ter em conta nessas viagens longas que fazes no percurso casa-escola e muito cedo é que as pessoas facilmente dormem.
– E onde entra a máscara nisso tudo?
– Em lugares públicos a pessoa precisa de se precaver para situações em que é tomada pelo sono. Ai é preciso ter em conta que nem todos dormem serenamente, entendes?!? Há quem ao adormecer entra para um relaxamento total, independentemente do lugar em que estiver a dormir. O relaxamento implica muitas coisas prejudiciais à imagem, entre elas abrir a boca, mesmo os olhos… enfim, o rosto pode ficar totalmente desorganizado. Nesta era caracterizada pela febre das redes sociais, em que todos registam tudo, nunca se sabe para onde a sua imagem pode ser levada. Portanto, é preciso preservá-la, entendes?!?