DANILO NHANTUMBO, EM ENTREVISTA: Queremos transformar o golfe num grande activo económico

AZIZE NICASSE

A APROVAÇÃO da Zona Especial de Turismo de Golfe em Inhambane pelo Governo abre novas perspectiva para o desenvolvimento desta modalidade e diversificação da oferta turística. Mais do que criar condições para atrair praticantes, a iniciativa pretende posicionar a modalidade como actividade capaz de mobilizar investimentos, gerar emprego e dinamizar sectores como agricultura, hotelaria, transportes, aviação, seguros, tecnologias de informação e indústrias culturais e criativas. É neste contexto que surge o conceito de “economia do golfe”, defendido pela Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Indústria de Golfe (AMOGOLFE), que entende a modalidade como ecossistema económico com capacidade de criar oportunidades para empresas, empreendedores, jovens e mulheres. A organização pretende ainda contribuir para posicionar Moçambique como destino competitivo do golfe em África, aproveitando, entre outros factores, a extensa costa para o desenvolvimento de campos de padrão internacional. O Presidente da AMOGOLFE, Danilo Nhantumbo, reconhecido pelo Governo devido ao seu papel na promoção do desporto no país, defende uma mudança de abordagem na forma como o país olha para a modalidade que, no seu entender, deve deixar de ser encarada apenas como desporto para passar a ser tratada como um activo económico e instrumento de promoção da marca “Moçambique”.

Eis excertos da entrevista:

NOTÍCIAS (NOT): Depois da aprovação da Zona Especial para o Turismo de Golfe trouxe-nos o conceito de “economia do golfe”. Qual é o alcance desta expressão?

Danilo Nhantumbo (DN): “Quando falamos de economia do golfe referimo-nos ao impacto que esta actividade gera na sua relação com os diferentes sectores da economia. Vejamos quando se constrói ou se projecta um campo de golfe: precisamos de designers, arquitectos e engenheiros. Estes profissionais são formados nas universidades, academias e institutos de formação. Durante a construção e funcionamento do campo surgem outras necessidades, como alimentação, envolvendo a agricultura e a agro-pecuária. Entram também os serviços financeiros, seguradoras, aviação civil, tecnologias de informação e comunicação, transportes, hotelaria e muitos outros sectores. Ou seja, o golfe não funciona isoladamente. Exige uma cadeia diversificada de serviços, profissionais e empresas. É precisamente esta interligação que nos permite falar de uma economia do golfe e do seu potencial para gerar emprego, investimento e oportunidades de negócio”.

NOT: Com a aprovação da Zona Especial, o que é que muda para vocês e para o ecossistema do golfe?

Leia mais…

Related posts

Foi-se a paz nos bairros devido à poluição sonora

Equipamentos para melhorar saneamento no Município de Lichinga

Énia Lipanga lança livro “Para Crentes Lerem Escondido”