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Futuro incerto para meninas fora da escola

Por Leovigildo Cruz
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QUITÉRIA UAMUSSE

FÁTIMA Manhiça (Tucha), 19 anos, residente no Zimpeto, na cidade de Maputo, já é mãe de um menino de oito meses de vida. A gravidez indesejada, segundo conta, obrigou-a a interromper os estudos na 10ª classe, deixando incertezas em relação ao seu futuro.

Esta é uma de muitas histórias de raparigas que veem o seu direito à educação comprometido por causa de factores sociais, como a gravidez precoce, pobreza e uniões prematuras, embora o país reconheça que a escolarização é um dos elementos fundamentais para o alcance da igualdade e equidade de oportunidades entre homens e mulheres.

Actualmente quando as meninas engravidam estando integradas no Sistema Nacional de Educação (SNE) não são transferidas para o curso nocturno. Mesmo assim muitas  param os estudos, reduzindo as chances de ter um futuro melhor para si e os próprios filhos.

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