Malária mata 57 crianças no Niassa

Cinquenta e sete crianças com menos de cinco anos de idade morreram, este ano, na província do Niassa, em consequência de complicações associadas à malária. Entre as causas das mortes destacam-se a demora dos cuidadores em encaminhar os doentes às unidades sanitárias e práticas culturais inadequadas.
Durante o período em análise, foram diagnosticados 128.705 casos da doença, contra 102.752 registados anteriormente, tendo-se verificado um total de 42 óbitos.
A informação foi tornada pública por Amândio Viola, médico-chefe provincial no Niassa, que destacou que a malária continua a constituir o principal problema de saúde pública, sobretudo entre crianças menores de cinco anos.
Segundo o responsável, muitos pais e encarregados de educação tardam em levar os doentes às unidades sanitárias, sobretudo nas zonas periféricas, o que faz com que estes cheguem em estado crítico, dificultando a intervenção dos profissionais de saúde.
“Os pacientes chegam às unidades sanitárias em estado avançado da doença, o que compromete a eficácia do tratamento”, explicou, acrescentando que certos hábitos culturais continuam a contribuir para o agravamento da situação e consequente perda de vidas humanas.
Face ao cenário, a fonte apela aos pais, encarregados de educação e à sociedade em geral para adoptarem melhores práticas de higiene, evitarem a formação de águas estagnadas (charcos), utilizarem correctamente as redes mosquiteiras e reforçarem outras medidas de prevenção da malária.
Adicionalmente, o responsável alertou para o perigo da administração de medicamentos tradicionais a pacientes com malária, prática que pode agravar o estado clínico dos doentes e atrasar o recurso ao tratamento adequado.

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