Mariano Matsinha lança obra biográfica 

MARIANO Matsinha, combatente da luta de libertação nacional, lança hoje, na cidade de Maputo, uma obra biográfica denominada “Major-General Mariano Matsinha: no pedestal dos que ousaram lutar”.

Dividida em seis partes, a obra foi prefaciada pelo antigo Presidente da República Joaquim Chissano, bem como conta com uma introdução do também antigo Chefe do Estado Armando Guebuza.

Na primeira parte, o livro apresenta o biografado como um mulato étnico, demonstrando como sangue de várias origens correm nas suas veias. Na parte dois, trata da oposição portuguesa às missões estrangeiras que entravam em Moçambique a coberto do Direito Internacional Missionário. 

É dado como um dos exemplos a retaliação portuguesa ao Relatório Ross. Na parte três, a obra ocupa-se da formação do biografado, desde Tete até Portugal, passando por Lourenço Marques, hoje Maputo, onde recebe o apoio irreticente do seu irmão.

No capítulo quatro, o livro fala sobre o cumprimento do serviço militar e faz-se referência aos casos de racismo de que foi vítima em Nampula. 

A parte cinco aborda a sua integração no Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM) e da sua ascensão à direcção desta organização juvenil e do seu brilho nas suas actividades académicas e culturais.

Refere-se, ainda, ao desencorajamento das autoridades para a continuação desta organização que, a seus olhos, era concorrente da Mocidade Portuguesa. 

Na parte seis, o livro fala da sua odisseia ao encontro da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), passando pelo Malawi, onde adere à União Nacional Africana de Moçambique Independente (UNAMI). Demonstra-se como esta viagem foi longa, especialmente porque não falava inglês.

Para a cerimónia de lançamento está prevista a actuação dos seus colegas do NESAM, dos anos 1950, a organização juvenil formada por Eduardo Mondlane, em 1949. Alguns dos membros desta organização são os Presidentes Joaquim Chissano e Armando Guebuza, que o presidiram, Eneas Comiche, Luís Bernardo Honwana, Lúcia Maximiano, entre outros.

O livro foi escrito por Renato Matusse, que foi conselheiro do antigo Presidente da República Armando Guebuza.

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