“MEMÓRIAS e Som” é o concerto que Lenna Bahule, cantora moçambicana radicada no Brasil, apresenta hoje, em Maputo, numa noite intimista dedicada à voz, memória e partilha.
Reconhecida pela sua voz singular e fusão entre tradições musicais de Moçambique, culturas afro-diaspóricas e sonoridades contemporâneas, a artista propõe hoje, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, uma viagem por diferentes paisagens sonoras, num encontro pensado para quem acompanha o seu percurso, bem como para quem descobre a sua música pela primeira vez.
Em palco, a artista estará acompanhada por uma banda composta por Tony Paco, na percussão, Hélder Gonzaga, no baixo, e Manuel Brazuna, na guitarra. O espectáculo contará ainda com a participação especial do colectivo Makwayela Tracks, reforçando a dimensão de encontro e partilha que está no centro desta apresentação.
Este concerto acontece num momento de crescente projecção do trabalho da artista. Em 2025, a cantora foi distinguida com o Prémio Ngoma de Melhor Voz Feminina, enquanto a sua canção “Hoya Hoya” chegou a novos públicos através da sua inclusão numa telenovela da TV Globo. O seu trabalho mais recente, o álbum “Kumlango”, lançado em 2025, explora paisagens sonoras afro-futuristas, unindo raízes moçambicanas e novas linguagens musicais.
Lenna Bahule é uma cantora, compositora e artista moçambicana radicada no Brasil, reconhecida pela sua voz singular, pelos seus arranjos inovadores e pela forma como cruza tradições musicais de Moçambique, culturas afro-diaspóricas e sonoridades contemporâneas.
Através da voz e do corpo, como instrumentos de expressão, desenvolve uma linguagem artística que explora música, ancestralidade e emoção, criando experiências imersivas e estabelecendo diálogos entre diferentes referências culturais.
Com uma carreira internacional marcada por colaborações e actuações em importantes palcos e festivais, Lenna Bahule tem vindo a afirmar-se através de uma abordagem própria à criação musical. Dá continuidade a uma pesquisa artística centrada na voz, na identidade, na memória e na criação contemporânea.
As suas apresentações ao vivo caracterizam-se pela proximidade com o público e por uma forte dimensão performativa, colocando a voz e o corpo no centro da experiência musical.