Morreu Afrika Bambaataa, pioneiro do hip-hop

Afrika Bambaataa, pioneiro do hip-hop, morreu esta quinta-feira aos 68 anos, a poucos dias de completar 69 anos, na Pensilvânia, devido a complicações decorrentes de cancro.

Lance Taylor (o seu verdadeiro nome) foi um rapper, produtor e DJ que criou a que é considerada a primeira fusão entre rap e música electrónica, com a música ‘Planet Rock’, lançada em 1982.

A Hip Hop Alliance, liderada pelo rapper veterano Kurtis Blow, prestou homenagem ao artista numa publicação no Instagram. “Como fundador da Universal Zulu Nation, Afrika Bambaataa ajudou a moldar a identidade inicial do hip-hop enquanto movimento global assente na paz, na unidade, no amor e na boa disposição. A sua visão transformou o Bronx no berço de uma cultura que chega hoje a todos os cantos do mundo”, lê-se na nota.

Através da sua música e influência, Bambaataa contribuiu para os alicerces dos princípios fundamentais do hip-hop, inspirando gerações de MCs, DJs, dançarinos de breakdance e líderes culturais.
Ao longo da carreira, colaborou com artistas de origens muito diversas, entre os quais John Lydon, dos Sex Pistols, no tema ‘World Destruction’; UB40, em ‘Reckless’; James Brown, em ‘Unity’; Paul Oakenfold, numa versão de 2000 de ‘Planet Rock’; e os Leftfield, em ‘Afrika Shox’, incluída na banda sonora do filme “Vanilla Sky”.

Mas a vida de Bambaataa também fica marcada por acusações graves. Em Maio de 2016, o activista político Ronald Savage acusou-o de abuso sexual em 1980, quando tinha 15 anos. Nos dias seguintes, mais três homens apresentaram acusações semelhantes. Nesse mesmo mês, a Universal Zulu Nation desvinculou-se do artista, e Bambaataa resignou à liderança da organização. No ano passado, perdeu um processo civil por abuso sexual e tráfico de menores, depois de não ter comparecido em tribunal.

A Hip Hop Alliance reconheceu que o legado do artista “é complexo e tem sido alvo de conversas sérias” no seio da comunidade. (Expresso)

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