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Niassa aposta na aquacultura para segurança alimentar

Por Jornal Notícias
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Cerca de um milhão e duzentos mil alevinos poderão ser introduzidos, ao longo do presente ano, em 300 gaiolas flutuantes, numa iniciativa que abrange os distritos de Metangula, Mecanhelas, Mandimba, Majune e cidade de Lichinga, na província do Niassa. A acção deverá beneficiar aproximadamente 600 membros de associações locais ligadas à pesca e aquacultura.
Com este investimento, o Governo prevê atingir uma produção anual de cerca de 672 toneladas de tilápia, contribuindo, deste modo, para o crescimento económico, o reforço da segurança alimentar e nutricional, bem como para a promoção do emprego nas comunidades abrangidas.
A iniciativa visa igualmente aumentar o rendimento das famílias, reduzir as desigualdades sociais e dinamizar as economias locais, através da exploração sustentável dos recursos hídricos disponíveis.
Falando no âmbito do repovoamento de 10 gaiolas flutuantes no Lago Amaramba, na localidade de Meluluca, distrito de Mandimba, o delegado do Instituto de Desenvolvimento da Pesca e Aquacultura (IDEPA), Clemente Nicolau, explicou que a acção tem como principal objectivo revitalizar as massas de água, proporcionar novas experiências às comunidades e contribuir para a redução da sobre pesca.
Segundo a fonte, o sector conta actualmente com cerca de oito extensionistas, entre técnicos do Governo e do sector privado, que asseguram a assistência aos produtores, promovendo o aumento da produção de proteína animal e a redução dos níveis de desnutrição nas comunidades.
Por seu turno, o presidente da Associação Gurda 1 e 2, Dionísio Mário, considera que a iniciativa poderá reforçar a resiliência das comunidades locais, ao mesmo tempo que estimula o desenvolvimento socioeconómico da região.
O administrador do distrito de Mandimba, Emídio Xavier, sublinhou que o processo de repovoamento é contínuo, tendo em vista a preservação das espécies aquáticas e a sustentabilidade dos ecossistemas.
Conforme explicou, a aposta na aquacultura surge como uma das estratégias do Governo para diversificar as fontes de rendimento das populações e garantir uma exploração mais equilibrada dos recursos naturais na província do Niassa.

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