AZIZE NICASSE
O sector de Seguros deve deixar de ser visto apenas como mecanismo de compensação de perdas, para assumir a transformação da economia, protegendo investimentos, ampliando a inclusão financeira e canalizando poupanças para actividades produtivas.
Este desafio foi lançado ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na abertura do simpósio alusivo aos 15 anos da Índico Seguros, onde defendeu que o crescimento do ramo é indispensável para a construção das bases da independência económica.
Para Chapo, uma economia que pretende atrair investimento, aumentar a produção e criar emprego precisa de desenvolver, em paralelo, mecanismos de protecção do que está a ser construído, sabido que os sectores económicos envolvem riscos que devem ser identificados, prevenidos e geridos.
É neste contexto que o estadista moçambicano coloca a expansão dos seguros como uma questão de inclusão económica, defendendo que estes serviços devem chegar aos agricultores, pescadores, comerciantes, transportadores, empreendedores e às pequenas e médias empresas.