SNJ lamenta precariedade das condições laborais dos jornalistas

O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) manifesta preocupação com a crescente precariedade das condições laborais que se verifica em nos órgãos de comunicação social do país, com situações de jornalistas que trabalham sem contratos firmados ou precários, salários abaixo dos mínimos nacionais, “os quais não passam de meros subsídios de sobrevivência”.
A preocupação consta da mensagem do Secretariado Executivo do SNJ, emitida hoje em saudação a todos os trabalhadores moçambicanos, em especial aos jornalistas e outros profissionais da comunicação social, por ocasião das celebrações, amanhã, do 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.
A missiva destaca ainda a falta de canalização regular das contribuições para o sistema de segurança social obrigatória, falta de seguros de trabalho ou de viagem, sem direito a férias remuneradas, entre outros benefícios laborais.
Outrossim, verifica-se em muitos desses órgãos de comunicação social uma cada vez maior presença de pessoal voluntário exercendo actividades jornalísticas a tempo inteiro ou de eternos estagiários não remunerados, cuja força de trabalho certas entidades empregadoras exploram sem escrúpulos.
“Quando se deslocam em missão de serviço, não raras vezes à boleia das suas fontes ou de instituições públicas ou privadas, esses profissionais fazem-no vezes sem conta em condições deploráveis, quer de transporte, quer de alojamento e alimentação, com ajudas de custo que mal cobrem as despesas de uma refeição condigna ou pagas meses após as viagens”, salienta o documento, acrescentando, no entanto, que “são esses mesmos jornalistas que, apesar de tudo, no seu dia-a-dia, mantêm o país informado, unido e sempre focado no progresso e desenvolvimento socioeconómico, político e cultural, cada um sob a bandeira da política editorial do respectivo órgão de informação”.
O Secretariado Executivo do SNJ expressa o seu vigoroso apelo às entidades patronais da área da comunicação social no país no sentido de assumirem e respeitarem os direitos laborais dos seus profissionais, como sejam a formalização dos contratos de trabalho individuais e colectivos, o pagamento de salários condignos, de contribuições para a segurança social obrigatória, de seguros de trabalho e de viagem, a disponibilização dos necessários meios de trabalho, entre outros.

Foto: Féling Capela

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