A POLÍCIA Municipal prorrogou, por mais sete dias, o prazo para a regularização das faixas de rotas dos transportes semi-colectivos de passageiros na cidade de Maputo. A medida visa padronizar os letreiros e facilitar a identificação dos automóveis.
De acordo com as normas, a faixa deve ter 25 centímetros de largura, apresentar o número da licença, ponto de origem e destino. As letras precisam estar conformadas com a cor específica para cada rota.
A acção foi divulgada na semana passada, tendo sido antecedida por uma campanha de sensibilização aos transportadores. Trata-se de uma medida que visa facilitar a identificação dos veículos, bem como a denúncia de irregularidades, de forma a combater o desvio e encurtamento de rotas.
A fiscalização devia ter iniciado esta semana. Entretanto, os transportadores solicitaram a prorrogação do prazo por mais sete dias, alegando custos elevados e curto período concedido para a regularização.
O porta-voz da Polícia Municipal, José Ganhane, confirmou que a Associação dos Transportadores solicitou o alargamento do prazo, pedido aceite pela corporação, passando o término da regularização para domingo próximo.
“A Associação dos Transportadores pediu mais tempo e a Polícia Municipal anuiu. Salientar que é proibido o uso de letras acrobáticas e de tamanhos menores”, explicou.
Virgílio Machiana, da rota Praça dos Combatentes-Albazine, ainda não regularizou as faixas, alegadamente devido aos custos e curto período concedido para o efeito.
“Fomos avisados na semana passada e hoje já devíamos ter regularizado. Infelizmente, o fluxo de passageiros é reduzido e não conseguimos reunir o valor necessário, pois custa 1 400,00 meticais cada lado. O carro deve ter, no total, quatro faixas”, explicou.
Ontem já era possível observar, na Região Metropolitana do Grande Maputo, viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros com letreiros que obedecem às novas normas, um facto que agrada aos utentes.
Tânia Licupe sofre de miopia e relatou que diversas vezes viu o chapa da sua rota passar sem conseguir identificar o destino devido ao tamanho das letras. “A medida é muito boa. Mesmo de longe dá para ver para onde o chapa vai”, disse.


