União Europeia promete apoio na reconstrução pós-cheias

A União Europeia (UE) garantiu, esta quinta-feira, apoio à reconstrução pós-cheias em Moçambique, com destaque para a província de Gaza, afectada pelas inundações que atingiram várias comunidades, particularmente o distrito de Xai-Xai.
O compromisso foi assumido pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, que escalou a cidade de Xai-Xai, onde reiterou a solidariedade do bloco europeu para com a população moçambicana, face à crise provocada pelas cheias.
Segundo o diplomata, a UE já mobilizou ajuda humanitária imediata, incluindo 90 toneladas de material de emergência, destinado aos centros de acolhimento das vítimas, que chegou ao país na última segunda-feira.
Parte deste material já foi distribuído e espera-se por mais sete aviões com 92 toneladas de ajuda humanitária.
“A nossa presença aqui tem duas razões principais testemunhar a nossa proximidade à população de Gaza e impulsionar as intervenções que a União Europeia mobilizou para apoiar Moçambique na resposta a esta crise”, afirmou Maggiore.
Além da ajuda material, a União Europeia disponibilizou cerca de 70 milhões de meticais para assistência imediata, montante que será canalizado através de parceiros humanitários, como a CARE Internacional e a Cruz Vermelha, em coordenação com o sistema das Nações Unidas.
Os materiais distribuídos incluem kits de higiene, produtos para tratamento de água, redes mosquiteiras, material de abrigo, utensílios de cozinha e outros bens essenciais, com especial enfoque em crianças, mulheres e pessoas com deficiência, considerados grupos prioritários.
Maggiore sublinhou ainda que a intervenção da UE não se limita à fase de emergência, estando já em curso discussões com o Governo de Moçambique e outros parceiros para apoiar a reconstrução a médio e longo prazo, sob a liderança do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.
Por sua vez, o director nacional adjunto da CARE Internacional em Moçambique, Vicente Adriano, destacou que, no caso das crianças acolhidas nos centros de acomodação, a prioridade é a assistência psicossocial, além do apoio material.
“Em todos os 36 centros de acolhimento existentes na província de Gaza está a ser prestada assistência psicossocial às crianças. Outra preocupação é o reencontro das crianças separadas das suas famílias, num trabalho feito em coordenação com o INGD e as autoridades locais”, explicou.
Vicente Adriano acrescentou que, com o apoio da União Europeia, foi possível reforçar a capacidade logística na província, incluindo a montagem de tendas de armazenamento, utilizadas por vários parceiros humanitários, o que permite acelerar a distribuição da ajuda.
Até ao momento, cerca de 5.000 famílias foram assistidas e, com a chegada dos novos carregamentos via Beira, prevê-se que a assistência seja rapidamente ampliada para os centros de acolhimento.

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