“CRIAÇÃO DO FOGO”: Álvaro Taruma lança poemas de dor e encanto

O POETA moçambicano Álvaro Taruma lança hoje, em Maputo, o seu mais recente livro, intitulado “Criação do Fogo” e descrito como uma colecção de poemas que “casam” beleza e crueldade.

Esta contradição é apresentada pelo poeta Nelson Saúte, numa nota breve sobre a “Criação do Fogo”. No texto, o escritor refere que os poemas de Álvaro Taruma denunciam uma contradição, “a sua beleza cruel ou a crueldade da sua beleza. São tremendamente belos, cortantemente belos, lancinantemente belos”.

Na sua opinião, parece que a dor e o encanto são sempre circunvizinhas na criação. Tal se nota na obra em que Taruma usa a poesia para se apresentar como um caso paradigmático e um poeta profundamente crítico.

“Estamos perante um outro grande paradoxo da nossa condição de moçambicanos: como é que perante tanta tragédia que impera sobre o nosso devir somos capazes de este tipo de fulgurações?”, questionou.

Membro do Movimento Literário Kuphaluna, Álvaro Fausto Taruma nasceu em 1988, na Ilha de Inhaca, em Maputo, e é formado em sociologia e antropologia pela Universidade Pedagógica de Maputo.

Iniciou na escrita em 2014, publicando em jornais e revistas nacionais. Ganhou, com o seu livro “Matéria Para Um Grito”, a nona edição do Prémio BCI de literatura (com o poeta Armando Artur), para o melhor livro de 2018. Também foi finalista, com menção honrosa, do Prémio 10 de Novembro, com o livro “A Migração das Árvores” e, desde 2020, compõe o júri do Prémio Internacional Pena de Ouro.

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