GIUSEPPE FRIZZI: Sacerdote apaixonado pela cultura emakhuwa

APESAR de ser de origem italiana, o falecido padre Giuseppe Frizzi era um homem profundamente apaixonado pela cultura emakhuwa ao ponto de a partir de algum tempo identificar-se como tal e transformar-se num dos seus maiores embaixadores.

Esta é uma das constatações que ficam depois da leitura de “Giuseppe Frizzi: biosofia e biosfera africana macua-xirima – uma vida com os macuas”, lançado ontem, na cidade de Maputo, sob a coordenação dos académicos Jorge Ferrão e Celestino Mussomar.

Chancelada pela Escolar Editora, a obra foi escrita em homenagem ao padre nascido na Itália, a 14 de Maio de 1943, e que morreu em Moçambique em Dezembro de 2021, depois de mais de 40 anos de sacerdócio no país.

Em mais de 300 páginas, o livro reúne textos de autores de três continentes, nomeadamente África, Europa e Ásia, o que, segundo Jorge Ferrão, mostra o quão universal era o pensamento do homenageado.

Jorge Ferrão, também reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, referiu ainda que o padre gostava do provérbio emakhuwa “não há ninguém sem língua” e foi também “guiados por esse pensamento que juntamos 22 autores para a obra”, numa “colaboração internacional e exercício de muita paciência”, comentou.

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